sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FAMASUL, semestre 2011 ponto dois. Uma crônica anunciada


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Escrevi em 2010, nos quarenta anos da FAMASUL, alguns artigos denunciado o esgotamento do atual modelo de gestão que impera na faculdade de formação de professores.  Apontava que a responsabilidade por esse esgotamento é da AEMASUL.

A autarquia mantenedora perdeu a postura e a compostura, pois não consegue vislumbrar a própria legislação municipal que a criou e, para piorar, desrespeita fragorosamente as instâncias acadêmicas e administrativas.
Todos sabem que a AEMASUL não deve intrometer-se na organização pedagógico-administrativa da faculdade e que deve respeitar as decisões do Conselho Universitário da faculdade, em conformidade com o regimento interno homologado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), em fevereiro de 2007; e também implantar o conselho fiscal e o conselho deliberativo, respeitando decreto-lei municipal de 2004, que à época atualizava a legislação atendendo dispositivos previstos na lei federal 9394/96, a famosa LDB e seu capítulo dedicado ao ensino superior. Aliás, conselhos organizados a partir da comunidade universitária.
Por isso, o papel da presidência da AEMASUL deve ser discreto. Cabe a ela respeitar o regimento interno da instituição e zelar pelos seus orçamentos. Bom seria que a AEMASUL nem funcionasse em prédio anexo à faculdade. Deveria ter um prédio separado do campus universitário, para que pudesse exercer suas atividades previstas em lei sem parecer “reitoria” toda poderosa e intervencionista. Lembrando, a AEMASUL é apenas o órgão mantenedor da FAMASUL e FACIP e deve possuir uma estrutura burocrática mínima e jamais servir de "empregadora" para indicação de cargos pelas autoridades locais.
Além disso, podemos refrescar a memória da comunidade de professores: quando em 2004, houve eleições diretas para diretor da FAMASUL e, em seguida, a renúncia dos eleitos e recém-empossados, porque o diretor eleito foi trabalhar concursado em faculdade federal, a AEMASUL providenciou uma direção biônica, inclusive nomeando para a direção acadêmica, um quadro que não fazia parte da Congregação universitária. Um erro que amargamos até hoje, muito embora, convenhamos, demonstrou-se mais presente e eficiente, na medida do possível, que a atual direção, que tem se esvaziado sem um vice-diretor, coordenadores, etc.
Depois,  em 2008, no atual governo municipal, colocou-se na direção um membro da Congregação, contudo, totalmente interditado e limitado em seus poderes regimentais. Comportamento desgastante, pois a comunidade universitária não tem liderança, voz ativa, presença regimental. Está praticamente acéfala. 
Tudo isto resultou, nessa onda de "obá!" todo poder à AEMASUL – começada em 2005, esgotando-se desastradamente em 2011! – pois a faculdade está com as mãos atadas, sem poder decisório algum e apenas gera “dinheiro” para os cofres da Autarquia.
Quanto à Congregação ou Conselho Universitário, está na hora de convocar-se uma assembleia para nivelar de vez por todas, as aplicações jurídicas, administrativas e acadêmicas previstas no decreto-lei municipal de 2004 e no regimento homologado em 2007 pelo CEE/PE. Fora desse norte é arranjo... Pelo amor da ciência, chega de arranjo!
  
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A reação dos estudantes da FAMASUL é legítima. Pilhar as cadeiras velhas no pátio da AEMASUL é algo simbólico, pois, também, desde 2005, outro equivoca montou-se na faculdade: o prédio universitário passou a ser utilizado manhã e tarde pelo Governo do Estado e não se sabe, até hoje, claramente, quais os aportes repassados para manutenção dessas escolas que funcionam nos contraturnos (manhã e tarde); caso não existam de fato tais aportes, comete-se uma injustiça do tamanho de um transatlântico: o custo de manutenção diária está sendo absorvido pelos que estudam à noite, pois são eles que pagam as mensalidades, enquanto os alunos da manhã são unidades de custo-aluno do famoso fundeb, que supostamente não está investindo nada em manutenção para desenvolvimento do ensino, flagrantemente, no tocante à manutenção das salas, banheiros, corredores, energia elétrica, água, etc.
O sucateamento da FAMASUL foi agravado nesses últimos meses pela recepção de escolas destruídas pelas últimas enchentes, que passaram a funcionar em suas dependências. Algo importante e solidário, mas comprometedor das instalações dos prédios universitários: se tais escolas não possuírem verbas para cuidar da rotina de manutenção para uma escola de crianças e adolescentes, isso é muito sério e se constitui numa irresponsabilidade dos governantes.
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A equação dessa questão está na mobilização da comunidade universitária para denunciar e procurar os responsáveis pela solução do problema. De repente, a FAMASUL que é a mantida, mantém a mantenedora que é a AEMASUL.   Isto, em Palmares não passa de uma crônica anunciada. Para professores, estudantes e funcionários isto tudo coloca em risco o futuro da faculdade.
PROFESSOR VILMAR ANTÔNIO CARVALHO

Alunos Protestam Contra Abandono e Descaso da FAMASUL

Alunos da Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul de Palmares (FAMASUL) realizaram, na noite de ontem (29), um movimento em frente ao Prédio da Instituição de Ensino. Os alunos manifestantes protestaram contra o estado de calamidade e abandono em que se encontra a FAMASUL.

Entre as reclamações estavam às péssimas condições das salas de aulas, Bancas, quadros, banheiros e Laboratório e a falta de limpeza .
Os alunos cobram do Prefeito de Palmares Beto do armazém uma ação, que em sua administração a Faculdade foi totalmente esquecida.

“pagamos todos os meses a nossa mensalidade e por que a Faculdade esta abandonada, se continuar assim vai terminar fechando” disse um aluno revoltado.

“É uma tremenda falta de respeito pelo aluno, para onde está indo nosso dinheiro?” completou.

FAMASUL - FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA MATA SUL

Olá pessoal...

Sou Joana D'arc, estudante do 7º período de história da FAMASUL. Criei este blog na intenção de denunciar e explicitar para todos a falta de respeito que a administração da Faculdade vem tendo com os alunos que ali estudam. Precisamos nos unir e traçar metas viáveis para conter os "abutres" que só pensam em delapidar nossa instituição de ensino. Vou elencar abaixo, apenas algumas situações gritante que esta nos assolando:

1 - Em pleno ano letivo biblioteca da faculdade entrou em uma reforma faraônica que custou aos cofres públicos 500.000,00 (quinhentos mil reais), ou seja, meio milhão;

2 - Não fomos avisados que a biblioteca estava em reforma, assim nos deixando a mercê de quaisquer tipo de informação. É até bizarro, vocês não acha?? Um espaço de pesquisa funcionar sem biblioteca?;

3 - Por perseguição um dos melhores professor foi afastado por lutar pelos ideais dos alunos. Rogerio Dantas nos "deixou" no final desse semestre, pois não foi conivente com as barbaridades que a administração da FAMASUL vem fazendo... Isso sim é exemplo de democracia, parabéns FAMASUL. Vocês querem mentes pensantes ou máquinas programadas;

4 - Carteiras quebradas, falta água nos bebedouros, falta papel higiênico nos banheiros, ventiladores quebrados, televisão nas salas já não mais funcionam...

5 - Mensalidade aumentou, justificando eles o aumento no salário dos professores, porém até a data presente os professores não foram contemplados com esse suposto "aumento"


Friedrich Nietzsche diz que:

É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.

No caos já estamos, mais para chegar ao êxito é necessário o caos, pois não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.

Precisamos nos conscientizar e parar de ser máquinas programáveis, pois dentro da nossa cabeça existe um cérebro no qual nos proporcionar PENSAR.

Já estamos no caos... O próximo passo é a transformação... E o último passo é a síntese... O produto de nossas lutas...